Nossos esbravejadores, incansáveis... edis fizeram há pouquíssimos dias um furdunço danado. Queriam, exigiam... explicações da empresa ‘escolhida’ para realizar os trabalhos de tapa buracos, consertos de estradas... em razão deles acreditarem, pensarem... sei lá (é impossível saber o que nossos mutáveis edis pensam, desejam...) que a empresa escolhida não tinha capacidade, competência ou coisa do gênero para realizar os serviços acordados com a PMA.
Bem, visando solucionar e ‘enquadrar’ o proprietário da empresa ‘escolhida’, nossos infatigáveis... edis resolveram solicitar uma audiência pública para pôr os pingos nos is. Pois bem, o grande dia chegou e logo cedinho nossos incansáveis edis saíram a fazer um tour pela zona rural do Assú e ‘fiscalizar’ os trabalhos realizados. Para que não parecesse que eles estavam sendo muito pretensiosos, resolveram solicitar o auxílios dos moradores dos locais para ‘embasarem’ suas opiniões academicistas na área de engenharia civil e dos materiais.
Maasss. Bem, a PMA também contratou uma empresa por cerca de quatrocentos mil reais para realizar esse mesmo trabalho que nossos preocupados edis realizaram. Para tranqüilizar nossos intranqüilos edis, o proprietário dessa também ‘escolhida’ empresa foi ao plenário da CMA para dirimir quaisquer dúvidas que por ventura ainda existam. Geennte, parece brincadeira, mas as dúvidas foram... foram... mínimas. Na verdade, foram mais solicitações e reclamações de quem não sabia ao certo a dimensão, do que de fato foi contratado pela PMA.
Peraí, mas nossos edis são fiscalizadores do CREA ou fiscalizadores dos recursos e da administração pública? Em se tratando dos nossos edis, tudo é possível. Aaff.
Sim, quem assistiu à audiência pública deve ter ficado encantado com o currículo e a intimidade que o proprietário da empresa ‘escolhida’ para (fazer o que a própria PMA e os edis deveriam fazer) fiscalizar o andamento dos trabalhos de ‘emergência’ desfruta com Vossa Excelência e com os edis assuenses.
Pra começo de conversa ele dispensou, por conta própria, as formalidades legais e já começou a audiência pública a tratar os edis pelo primeiro nome. Deferência estendida ao prefeito da cidade “Ivan”, depois disse que a audiência era uma palestra; depois se mostrou o salvador da ‘pátria assuense’; depois disse que faria isso, faria aquilo; depois agradeceu, geeennnte, agradeceu mesmo a atuação dos edis e... bem, ele atingirá muito em breve seu intento: ser cidadão assuense!
O importante mesmo... Ah, aquelas dúvidas sobre a competência da Compasfal não foi posta em pauta. Mas, essa não tinha sido uma das razões da solicitação da audiência pública? Não importa, ao final da audiência, essa empresa, imaginem só, chegou a ser elogiada. Essa semana enfim, nossos adoráveis edis conseguiram esquecer que a Compasfal também realiza aquele trabalho de tatu na cidade. Será que nessa semana, assim como num toque de mágica essa empresa conseguiu estender sua eficiência repentina também aos trabalhos que realiza como terceirizada da Caern?
Pra não haver qualquer controvérsia, nossos conciliadores... edis resolveram pular essa parte. O importante mesmo (será?), é que tudo ficou beeemmm explicadinho. Em caso de dúvidas, o proprietário da empresa contratada para fiscalizar os serviços dirimirá com o maior prazer. Se as dúvidas mesmo assim (muito difícil) perdurarem, será providenciada (sem pressa) uma cópia do Avadam. Mas essa cópia já não era pra estar nas mãos de nossos atentos edis derna de... julho?
Assistam à audiência clicando aqui. Maaasss, calma, não precisam só por isso, sentirem-se íntimos de nossas autoridades municipais. Peeellloooaammordedeeus!!!
FONTE: BLOG DA ANA VALQUERIA